Perfil

São Francisco de Itabapoana, Rio de Janeiro,Brasil
Florentino Cerqueira Azevedo (Tininho), entrei na politica em 1999,via Ex-Presidente da CMFSI Chiquinho Santana, no ano de 2001, funcionário público municipal concursado no cargo de economista, fui Sub-secretario de ADM da PMSFI quando Prefeito Pedro Cherene, até 2008; candidato a vereador pela 1ª vez, fui eleito com 1.651 votos na legenda do DEM; e fiquei na história como o mais votado do Município, sendo em seguida eleito Presidente do Legislativo sanfranciscano. Economista formado pela Candido Mendes, cursei Mestrato em Ecomonia Empresarial, na candido Mendes. Nascido em São Francisco de Itapaboana-RJ, na localidade de Imburi, filho de Florecilda e de Manoel Azevedo (Nezinho), tendo como irmãos Luciano e Maxsuel (Cocóia). Casado com Rachel Cerqueira e pai de Lara Cerqueira. Como Vereador reeleito em 2012, com 1208 votos, tenho reunido com meus colegas vereadores, e solicitado a todos, o melhor entrozamento com o Poder Executivo para que possamos promover o desenvolvimento tão sonhado do nosso Município. Tenho entre os meus objetivos aproximar o Legislativo Municipal da sociedade, na busca de soluções por meio de caminhos sustentáveis para o futuro da nossa Cidade.

Notícias

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

16 de janeiro, Dia do Cortador de Cana de Açucar

O dia de trabalho começa já de madrugada



Nesta segunda-feira, 16 de janeiro, é o Dia do Cortador de Cana. O dia-a-dia dos cortadores de cana na atualidade, em grande parte do Brasil, pouco difere da realidade dos canaviais na época colonial, fazendo com que haja muita reflexão acerca desse tipo de trabalho.

O dia de trabalho começa já de madrugada. Ainda na escuridão, os trabalhadores se levantam, tomam seu café puro e ralo e rumam em direção à praça, ou a algum outro ponto central da "rua", para aguardar o transporte que os levará para mais um dia de peleja nos canaviais.

Esse transporte disponibilizado pelas usinas e pelos fazendeiros, em tese, é precário. São utilizados ônibus velhos e enferrujados, sem condição de uso e sem a mínima segurança para os trabalhadores. Isso quando não são usados os "gaiolões" e "boiadeiros", caminhões que tem como função o transporte de animais. Não é difícil, em várias regiões do país, esbarrar com esses caminhões nas estradas da zona canavieira, onde se misturam perigosamente trabalhadores, foices, facões e enxadas.



Começando o corte pouco antes do sol nascer, esses trabalhadores só param de golpear seus facões contra os talos de cana quando o dia está prestes a terminar numa jornada de trabalho que muitas vezes ultrapassa as doze horas. Toda essa disposição se deve não ao gosto e entusiasmo pelo trabalho, mas sim pela necessidade, a fim de se tentar ter uma vida menos indigna.

Os trabalhadores recebem por produção, ou seja, recebem um determinado valor por tonelada de cana cortada.

Essa forma de remuneração faz com que os trabalhadores se transformem em escravos de si mesmos. A ânsia em conseguir ganhar um pouco mais por mês, faz com que muitos deles desrespeitem e ultrapassem seus próprios limites. E a conseqüência desse esforço muitas vezes é fatal.



Inúmeras são as condições adversas do trabalho, mas algumas são mais gritantes, a saber:
I) ambiente de trabalho precário e insalubre, com elevadas temperaturas, exposição à poeira e à fuligem da cana queimada. Ainda, a ausência de instalações sanitárias, refeitórios;


II) como já mencionado acima, o transporte fornecido, mal conservados e conduzidos muitas vezes por motoristas inexperientes, misturando trabalhadores junto aos instrumentos cortantes, expondo-os a perigo;

III) não fornecimento dos equipamentos de proteção individual, ou quando fornecidos, inadequados, como por exemplo a não variação de tamanho do equipamento;

IV) desrespeito total a diversos direitos trabalhistas, que se dá com a não observância do intervalo para refeição e das pausas para relaxamento e alongamento, pagamento incorreto das horas "in itinere", não discriminação no atestado de saúde ocupacional dos riscos da atividade dos rurícolas, etc.

É perceptível que o desgaste, o processo laboral e a reprodução da força de trabalho empregados no corte da cana-de-açúcar ferem o princípio da dignidade da pessoa humana fazendo com que este tipo de trabalho seja análogo ao trabalho escravo.



A saúde do trabalhador deve ser preservada a todo o momento no trabalho, tem que ter um salário digno para subsistir sua família, dentre outros fatores, como assegura o artigo 23 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, "in verbis":

"toda pessoa que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social".

Nessa vereda, mister se faz mencionar os ensinamentos do ilustre Ingo Wolgang Sarlet que assevera:

"qualidade intrínseca e distintiva de cada ser humano que o faz merecedor do mesmo respeito e consideração por parte do Estado e da comunidade, implicando, neste sentido, um complexo de direitos e deveres fundamentais que assegurem a pessoa tanto contra todo e qualquer ato de cunho degradante e desumano, como venham a lhe garantir as condições existentes mínimas para uma vida saudável, além de propiciar e promover sua participação ativa e co-responsável nos destinos da própria existência e da vida em comunhão com os demais seres humanos."

A vida, portanto, é o bem maior a ser tutelado em qualquer meio ambiente de trabalho, cabendo a todos os envolvidos fazerem valer seus direitos e também seus deveres para a efetivação da proteção a vida do trabalhador atendendo, de fato, ao princípio da dignidade da pessoa humana.



PARTE TÉCNICA DO TRABALHO
O corte da cana se dá em um retângulo, com 8,5 metros de largura, equivalente a 5 “ruas” (linhas em que é plantada a cana) e um comprimento que varia conforme a produtividade do trabalhador. Este retângulo é chamado eito; a distância medida ao final do dia indica o ganho diário do trabalhador. Os metros lineares de cana, multiplicados pelo valor da cana pesada na usina, dão o valor da diária a receber.


Estima-se que 6 toneladas de cana (considerando uma cana de primeiro corte, de crescimento ereto) correspondem a um comprimento de 200 metros. O  trabalhador, além de cortar a cana contida neste retângulo de, deve cortar também as pontas e transportar.

No Centro-Sul o utensílio de trabalho do cortador de cana é o podão, espécie de machete de ponta chata, pesando cerca de meio quilo, que o próprio trabalhador mantém afiado como uma navalha, grças à lima que leva para o eito. A vestimenta precisa cobrí-lo por inteiro, apesar do calor, numa armadura para escapar das folhas de cana que cortam como facas. Inclui botina com biqueira de aço, perneiras de couro até o joelho, calças de brim, camisa de manga comprida com mangote de brim, luvas de raspa de couro, lenço no rosto e pescoço echapéu ou boné. Hoje, pode incluir óculos protetores.

No princípio de cada jornada, o supervisor da turma designa o eito do cortador e este inicia o trabalho: começa a cotar pela linha central, sem deixar linhas sem cortar (“deixar telefone”).

Em sua rotina de trabalho, o cortador abraça um feixe, de cinco e dez canas, curva-se e corta. Os cortes são bem rente ao chão (uma vantagem do corte manual sobre a colheitadeira), pois é no pé da cana que se concentra a sacarose; mas não podem atingir a raiz para não prejudicar a rebrota. Se a cana estiver “deitada” ou “acamada”, exigirá mais cortes. A seguir, o trabalhador corta o “palmito” – a parte de cima das canas, onde estão as folhas verdes, que são jogadas ao solo. Por fim, transporta o feixe para a linha do meio (3ª linha) que dista 3 metros das extremidades do eito. Depois começa tudo de nobo.

Um bom cortador de cana é como um corredor fundista: não depende  tanto da massa muscular, mas da resistência, em uma atividade repetitiva e exaustiva, a céu aberto, sob o sol, às vezes aguentando fuligem, poeira e fumaça, por um período que vaira entre 8 a 12 horas.

O dispêndio de energia do trabalhador, sob o sol, com esta vestimenta, leva a suar abundantemente, perder muita água (em média, 8 litros/dia) e sais minerais. Isso produz desidratação e cãibras frequentes. As cãibras começam em geral nas mãos e pés, avançam pelas pernas e chegam no tórax, o que provoca fortes dores e convulsões, dando a impressão de que um ataque epiléptico. Para conter as cãibras e desidratação, algumas usinas ministram aos trabalhadores soro fisiológico, e até suplementos energéticos.
Fonte: Ururau

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

TRE-RJ começa a receber pedido de título eleitoral pela internet

Sistema dará mais agilidade aos cartórios eleitorais


O TRE-RJ disponibiliza em sua página da internet o sistema "Título Net" que permite ao cidadão fazer um pré-atendimento pela internet para requerer o título de eleitor ou regularizar sua situação junto à Justiça Eleitoral.

De acordo com o presidente da Corte, desembargador Luiz Zveiter, o sistema oferece facilidade no momento do alistamento eleitoral, tornando mais ágil o trâmite nos cartórios eleitorais.

"Com o pré-atendimento pela internet, o cidadão só precisa comparecer, em até cinco dias, com documento de identificação e comprovante de residência para concluir o serviço e receber o seu título eleitoral", afirmou.

O presidente do TRE-RJ esclareceu ainda que o protocolo emitido não comprova a regularidade da inscrição ou a quitação eleitoral. Além disso, em caso de não comparecimento do cidadão no prazo determinado, o requerimento será invalidado.

"O documento informa somente o número e a data da solicitação e é emitido apenas para agilizar o atendimento em uma unidade da Justiça Eleitoral", finalizou o desembargador.

Fonte: Ururau

Hoje tem Luau da Smec em Santa Clara

Foto: Site da PMSFI
Nesta sexta-feira (13/01), acontece o primeiro Luau da SMEC (Secretaria Municipal de Educação e Cultura) do verão de 2012. O evento será realizado na praia de Santa Clara, com arena montada na areia e terá início às 22h. A expectativa é que, assim como nos anos anteriores, um grande número de pessoas compareça ao Luau.

Com o objetivo de levar diversão e música de qualidade aos moradores e visitantes do município, o Luau da SMEC já se tornou tradição. Todos os anos, milhares de pessoas participam do evento e classificam como uma ótima opção de entretenimento. A atração musical ficará por conta de Pedro Maia, músico da cidade vizinha, Campos dos Goytacazes que toca MPB e tem se destacado em toda a região.

Segundo a secretária municipal de Educação e Cultura, Yara Cinthia Nogueira, a estrutura do luau será de grande porte. “Uma grande estrutura está sendo montada para que os participantes do evento se sintam à vontade e aproveitem o clima festivo do verão sanfranciscano” comentou Yara.

Ainda de acordo com a secretária o luau atingiu seu objetivo em todas as edições anteriores e tem uma boa expectativa para esse ano. “O nosso luau tem feito grande sucesso. Esperamos um grande público esse ano também,” salientou a secretária. Ainda serão realizados dois luaus nesse verão: em Guaxindiba e Santa Clara, com a participação do cantor Sandro Bali.
Fonte: Paulo Noel

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Divulgado programa da Festa de São Sebastião em Barra do Itabapoana

Programa enviado por Fagner Ribeiro via e-mail (Clique na imagem para ampliá-la)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

RJ: emergência em sete cidades

De uma vista aérea, Itaperuna aparece completamente ilhada com a elevação do Muriaé há dois dias
Autoridades dos municípios afetados pelas cheias nos últimos dias na Região Noroeste Fluminense receberam ontem um alento. A notícia de que governo do Rio de Janeiro homologou pela manhã, situação de emergência em sete municípios atingidos pelas chuvas, deixando mortos, desalojados e desabrigados. A situação de emergência foi homologada em Cardoso Moreira, Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Aperibé, Itaperuna, Italva e Miracema, informou a assessoria do governo do estado. O decreto foi assinado pelo governador Sérgio Cabral e publicado ainda na manhã de ontem no Diário Oficial.

Investimentos  - Além da situação de emergência, o governo também anunciou investimentos de R$ 950 milhões para os próximos anos em três projetos ambientais para combater o problema das enchentes, contemplando, além das regiões Metropolitana, o Norte e Noroeste Fluminense. Os projetos foram selecionados dentre oito apresentados ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e ao governador Sérgio Cabral.
Segundo a assessoria, o valor será repassado pela União (R$ 850 milhões) e pelo estado (R$ 100 milhões). As obras foram detalhadas pelo secretário do Ambiente, Carlos Minc, pela presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, e pelo subsecretário de Projetos e Intervenções Especiais, Antônio da Hora, e incluem barragens e canais extravasores para desviar as águas nos períodos de cheia.
Ainda de acordo com o governo, os projetos vão beneficiar mais de um milhão de moradores das cidades ribeirinhas do Rio Muriaé, do Norte ao Noroeste fluminense, de Campos dos Goytacazes, no Norte do estado, além da bacia do Rio Alcântara, em São Gonçalo.

Força de Saúde - O governo criou ainda por decreto, a Força Estadual de Saúde para atuar em situação de emergência, para melhorar a atuação do estado em situações de emergência e desastres, e está subordinada à Secretaria de Estado de Saúde. “É o caso das cidades que sofrem pelos efeitos das chuvas ou com epidemia de dengue”, explicou o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes.

Rios demoram a baixar no Noroeste do Estado e ainda preocupam
Pedras de uma encosta causaram danos em Raposo, Itaperuna
Os rios do Noroeste estão demorando a baixar e ainda preocupam. Em Itaperuna, ontem à tarde, o Muriaé dava sinais de baixa, mas às 14h30 registrava 5.65m, tendo regredido apenas seis centímetros desde a manhã. Mas a expectativa não era das melhores. “Choveu muito ontem (segunda-feira) em Miraí, Minas Gerais, e essa água está a caminho. Em Laje do Muriaé, o rio estava com 7.22m às 6h e às 14h30 já media 7.67. Ainda temos o agravante das chuvas. Segundo o Clima Tempo, a previsão para a região é de 51mm para hoje, terça-feira”, disse o coordenador da Defesa Civil de Itaperuna, Valber Meireles.
Para o coronel Douglas Paulich, coordenador da Defesa Civil estadual no Noroeste, a situação pode melhor se não chover. “O rio está subindo e descendo. Até amanhã (hoje) à noite não há prognóstico de melhora. Se não chover  até lá, ele baixa”, explicou, acrescentando: “só em Itaperuna, foram registrados mais de 30 deslizamentos nos últimos dias.

Prefeitos já buscam apoio para recuperação
Ontem cedo o prefeito Fernando Fernandes se reuniu em Campos com a prefeita Rosinha Garotinho e os ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e do Transportes, Paulo Sérgio Passos, o vice governador Luiz Fernando Pezão e outros prefeitos da região. “Já solicitei ao Governo Federal verbas para construir encostas e muros de contenção,” disse Paulada após a reunião.
O prefeito de Cardoso Moreira também esteve na reunião. “Foi positivo, desde o momento em que eles ouviram todas as reivindicações, viram o quadro do município com o sobrevoo”, disse o prefeito Gilson Siqueira.
A situação de Cardoso se agravou com o rompimento de um segundo dique, no domingo, alagando o distrito de Outeiro. Em situação crítica também estão as cidades de Itaocara, Aperibé e São Fidélis, cortadas pelo Rio Paraíba do Sul, onde as águas que provocaram enchentes em Além Paraíba (MG) e deslizamento em Sapucaia (RJ) chegaram alagando ruas, desabrigando e desalojando famílias.

Centro-Sul - A situação de Sapucaia, na região Centro-Sul do Estado é grave, segundo afirmou o secretário estadual da Defesa Civil, Sérgio Simões, na tarde de ontem. No distrito de Jamapará, houve deslizamentos na última segunda-feira. Para o secretário há possibilidade de novos deslizamentos e rolamentos de pedras. O trabalho das equipes de resgate já localizou entre os escombros 13 corpos, até a tarde de ontem. A estimativa é de que ainda haja 10 pessoas soterradas.
Fonte: O Diário

CPI em SFI: depoimento não convence

Ex-secretário de Saúde do município, Fabiano Córdova foi o primeiro a depor na comissão ontem
O depoimento do ex-secretário municipal de Saúde de São Francisco de Itabapoana, Fabiano Córdoba, não convenceu os vereadores que atuam na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga indícios de fraudes na realização de exames laboratoriais na Clínica Fênix, que mantem convênio com a prefeitura.
Segundo o presidente da CPI, vereador Fábio Neves, o Fabinho do Estaleiro (PSDB), o ex-titular da pasta da Saúde tentou, mas não conseguiu convencer os vereadores da demanda existente no município no ano passado para a realização (num único mês) de 35 mil exames laboratoriais em um município com 42 mil habitantes. O depoimento de Córdoba estendeu-se por quase cinco horas, mas a imprensa não teve acesso.
Além de Fabiano Córdoba, o proprietário da clínica, Fabel Santos Silva, também depôs na CPI, a partir de 19 horas. Até o fechamento da edição, não havia informações sobre o depoimento.
A CPI já ouviu o atual secretário de Saúde do município, Cristiano Sales, o ex-titular da pasta, Holbes Caminha, e a presidente do Fundo Municipal de Saúde, Daiana Barreto Acruche. Segundo Fabinho do Estaleiro, Caminha disse em seu depoimento que logo pediu exoneração do cargo por não concordar com as irregularidades na secretaria de Saúde.
Já Cristiano Sales disse ter assinado os boletins de serviço ambulatorial sem fazer a conferência se o serviço era prestado, porque a tarefa caberia ao setor de Contas Médicas da secretaria.
Os dois depoimentos de ontem estavam sendo aguardados com grande expectativa pelos vereadores e a população, já que as irregularidades surgiram na gestão de Córdoba, enquanto o dono da clínica é apontado como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Saúde do município e um dos pivôs da crise no setor.
Fonte: O Diário

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Prefeito anuncia novos secretários

Em entrevista à Rádio São Francisco, o prefeito Beto Azevedo anunciou os novos secretários municipais. São eles:

Turismo, Indústria e Comércio – Erve Júnior Gonçalves de Almeida (Herve de Boa Sorte)
Planejamento e Desenvolvimento – José Armando Barreto
Procuradoria Geral – Maria Helena Jorgov
Sub-procuradoria – Jorge Raul
Chefia de Gabinete – Carlos Jorge

CPI da Saúde ouve hoje ex-secretário da Saúde e proprietário da Cliníca Fênix

O ex-secretário de Saúde, Fabiano Córdova e o empresário Fabel proprietário da Clínica Fenix serão ouvidos hoje, 10-01, na CPI da Saúde que apura possíveis irregularidades no setor. A informação é do presidente da Amprasc (Associação de Moradores da Praia de Santa Clara ) e assessor do vereador Fabio das Neves - Fabinho do Estaleiro, Jorge Lúcio Ponto de Prosa. A tomada de depoimentos está prevista para as 14 horas na Câmara Municipal de São Francisco de Itabapoana. A imprensa não terá acesso, já que segundo Jorge Lúcio a sessão da CPI será restrita aos membros integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito.
Fonte: Paulo Noel

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pautas polêmicas com prazo até julho na Câmara Federal

Na última sexta-feira, o presidente da Câmara, Marco Maia, confirmou pautas polêmicas na volta do recesso
Ratificando informações dadas em dezembro, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, disse, sexta-feira, que a Casa tem o desafio de cumprir uma agenda maior até julho, quando começa oficialmente o período eleitoral. Afinal de contas, 2012 é um ano de eleições, em que vários deputados serão candidatos ou farão campanha para prefeitos em suas regiões.
Assim que os trabalhos forem retomados, em fevereiro, duas propostas dividirão a atenção dos deputados: o novo Código Florestal (EMS 1876/99) e a nova divisão dos royalties da exploração de petróleo (PL 2565/11). Ambos os assuntos tiveram projetos aprovados na Câmara em 2011, mas foram modificados pelo Senado e voltam para uma decisão final.
Apesar de haver acordos para que as emendas dos senadores sejam analisadas, ainda há uma disputa entre ruralistas e ambientalistas em relação ao Código Florestal, e os estados produtores de petróleo reclamam de perdas muito grandes em suas arrecadações caso a nova regra dos royalties não seja alterada. O código deve ir direto ao Plenário, mas os royalties ainda vão passar por uma comissão responsável por negociar uma solução.
Ambientalistas reclamam que há uma anistia implícita no texto, que perdoa desmatamentos em áreas importantes e abre a possibilidade de compensação com reservas florestais em outras áreas. Já os ruralistas alegam que cumprir todas as exigências propostas pela nova lei sairia muito caro para pequenos produtores.
O deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que defende os produtores, calcula que recompor os 65 milhões de hectares considerados irregulares de acordo com a proposta seria inviável. Segundo ele, o custo por hectare da recomposição em seu estado é de R$ 5 mil. “É absolutamente inviável recuperar 65 milhões de hectares e ainda assim continuarmos produzindo”, defendeu.
Na avaliação do coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), as divergências na bancada ruralista tendem a impedir a votação dessa proposta. “É importante que, primeiro, a Câmara avalie como esse código chegou do Senado. Segundo, que as próprias forças do ruralismo entrem em consenso. E, por parte dos ambientalistas, há uma vontade de que a gente possa votar com mais calma.”
Mas Marco Maia acredita que uma decisão pode sair logo em março. “Quando começamos a discutir o código florestal, por exemplo, tínhamos 98% de dissenso, mas agora estamos muito perto de um texto com 98% de aprovação”, disse.
Estados e municípios produtores de petróleo prometem continuar luta pelas regras dos royalties
Perdas nas receitas podem levar municípios à falência no ES e RJ

Já quanto aos royalties há um apelo dos estados produtores para que as regras atuais não sejam alteradas, ou que pelo menos as perdas de arrecadação sejam compensadas. Rio de Janeiro e Espírito Santo, principalmente, podem perder receitas porque no modelo antigo recebiam a maior parte dos recursos. Os deputados desses estados argumentam que pelo menos o que existia até a aprovação da proposta deveria ficar como está.
Com o aumento da produção de petróleo a partir do pré-sal, outros estados querem repartir as receitas, e seus governadores consideram injusto que apenas poucos estados se beneficiem com recursos que são de todo o País. Pelo texto do Senado, a União terá sua fatia nos royalties reduzida de 30% para 20% já em 2012. E os estados produtores, de 26,25% para 20%. Em contrapartida, os estados e municípios não produtores saltam de 8,75% para 40%.
Fundo de previdência e possível alteração no Código de Trânsito entre prioridades do governo
Vaccarezza diz que pode haver modificações no Código de Trânsito Brasileiro

O governo tem outra prioridade, também com acordo para votação na primeira semana de trabalhos em 2012: o projeto que cria o fundo de previdência complementar do servidor público federal (Funpresp – PL 1992/07). Divergências em relação ao texto levaram a oposição a impedir a votação do projeto em 2012, e o Plenário pode enfrentar obstrução por causa dessa proposta já no começo das votações. Um acordo entre os líderes prevê a análise do projeto no próximo mês.
A Lei Geral da Copa (PL 2330/11) também é prioridade para o governo, mas o texto ainda não está pronto na comissão especial que analisa a proposta. Falta resolver alguns pontos, como a liberação de bebidas alcoólicas durante os jogos da Copa e a venda de meia-entrada.
O governo também promete enviar para a Câmara este ano outras propostas de regulamentação ampla. A primeira delas será um novo Código Mineral, juntamente com uma Lei Geral de Royalties Mineral e a proposta de criação de uma agência reguladora para o setor.
O Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara tem uma proposta nesse sentido e, como aconteceu com o projeto sobre exploração do pré-sal, o relatório do deputado Jaime Martins (PR-MG) sobre o tema pode ser usado como ponto de partida nas discussões. O líder do PR, deputado Lincoln Portela (MG), disse que já indicou Martins para ser o relator das propostas. “Ele já mostrou que é capaz, é do ramo, e entende do assunto, por isso é natural a escolha dele”, disse.
Também está em fase final de elaboração pelo governo um pacote para a redução da violência no trânsito, que deve envolver algumas iniciativas legislativas, modificando o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97). O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), citou inclusive a possibilidade de um exame para todos os condutores que renovarem suas habilitações. “Quem tirou carteira depois de 1997 não faz prova nenhuma ao renovar o documento. Acho que precisamos fazer uma revisão completa do código”, avaliou.
A oposição, por outro lado, reivindica a inclusão na pauta do piso salarial de policiais militares e bombeiros (PECs 446/09 e 300/08); o fim do voto secreto nas votações do Legislativo (PEC 349/01); a prioridade aos processos por crimes praticados por autoridades (PL 1277/07); e a recriação das férias coletivas do Judiciário (PEC 3/07).
Da Assessoria
Fotos: Beto Oliveira/Divulgação

sábado, 7 de janeiro de 2012

Secretários entregam carta de demissão ao Prefeito Beto Azevedo

 
Fotos: Site da PMSFI

Enaldo Vieira (Procurador), Luciano Favorete (Gabinete), Jairo Batista (Turismo) e Marcelo Garcia (Planejamento) deixam o governo

Reviravolta na política de São Francisco de Itabapoana. O grupo de secretários municipais ligado ao PSDB entregou uma carta de demissão ao prefeito Beto Azevedo na tarde desta sexta-feira (06). Compõe o grupo que deixa o governo: o procurador geral do Município, Enaldo Barreto, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento, Marcelo Garcia, o chefe de Gabinete, Luciano Favorete Alves, o Assessor de Gabinete, Carlos Fabiano Almeida Sá e o Secretário de Turismo e presidente do Diretório Municipal do PSDB, Jairo Batista.
Fonte: Paulo Noel

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Dengue matou 140 no RJ em 2011 e fez 51 vítimas fatais na capital

Foto: Leonardo Berenger
Casos registrados chegaram a 168.242 em 2011
O Estado do Rio de Janeiro teve 168.242 casos de dengue registrados em 2011, ano em que 140 pessoas morreram vítimas da doença, segundo balanço da Secretaria de Estado de Saúde divulgado nesta quarta-feira (04/01).

O maior número de mortos foi registrado na capital fluminense, com 51 vítimas fatais. As cidades da região metropolitana do Rio também tiveram mortes registradas - 17 em São Gonçalo, nove em Duque de Caxias, oito em Nova Iguaçu e seis em São João de Meriti.

O município de Volta Redonda, na região do Médio Paraíba, teve quatro vítimas; Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, três; e Cabo Frio, na Região dos Lagos, dois mortos.

Para evitar uma epidemia de dengue neste verão, a Secretaria de Saúde lançou a campanha "10 Minutos contra a Dengue", para engajar a população no combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, estimulando as pessoas a investir dez minutos da semana eliminando possíveis criadouros em suas casas, já que o ambiente doméstico concentra 80% dos focos.

A campanha, elaborada em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi inspirada em uma das estratégias adotadas pelo governo de Cingapura para controlar a doença, conseguindo interromper a epidemia que o país enfrentou em 2004 e 2005.

A dengue

A doença é transmitida pela picada do mosquito hospedeiro infectado, o Aedes aegypti. O vírus passa por um período de incubação de quatro a 10 dias. Os primeiros sinais são febre alta, dor nas articulações e músculos, fraqueza, falta de apetite, manchas avermelhadas pelo corpo, fortes dores de cabeça e dor no fundo dos olhos.

A chamada dengue clássica cura-se naturalmente, quando o organismo livra-se do vírus através de anticorpos. A forma hemorrágica, no entanto, requer mais cuidados. Quando o paciente apresenta o quadro hemorrágico existe sangramento da gengiva, das narinas e de órgãos internos, o que ocasiona dores abdominais.

Não existe um tratamento específico para a dengue, mas apenas para os sintomas. Ou seja, antitérmicos auxiliam a controlar a febre e os analgésicos amenizam as dores musculares e de cabeça, por exemplo. Quando há suspeita da doença, todos os medicamentos que sejam feitos à base de ácido acetil salicílico têm de ser evitados.
Fonte: Ururau

SMEC apresenta programação cultural para o Verão 2012

A abertura oficial da programação cultural de verão da SMEC (Secretaria Municipal de Educação e Cultura) acontece nesta sexta-feira (06/01), na praia de Santa Clara, a partir das 19h, no Espaço Cultural. Assim como nos anos anteriores, haverá um grande número de atrações no Espaço Cultural itinerante e no luau das praias.

O Espaço Cultural foi montado para agradar toda a família. Oficinas de artesanato, parque e discoteca infantil, shows de MPB, concurso de dança e o tradicional “Novos Talentos da Música”. O regulamento e as fichas de inscrição para os Concursos de Dança e “Novos Talentos da Música” poderão ser encontrados na SMEC ou no Espaço Cultural. Também haverá o funcionamento itinerante do Espaço Cultural em várias praias durante o verão.

O luau da SMEC se tornou uma grande tradição do verão sanfranciscano. Neste ano serão 3 apresentações, sempre às sextas-feiras: em Santa Clara, dia 13/01, Com Pedro Maia; em Guaxindiba, dia 27/01, com Sandro Balli e em Santa Clara, dia 10/02, com Sandro Balli.
Segundo a secretária municipal de Educação e Cultura, Yara Cínthia Nogueira, a intenção da SMEC é divertir toda a família, com atrações culturais de qualidade. “Trabalharemos a diversão familiar sem desviar o foco que é trazer qualidade cultural para moradores e visitantes de nosso município.” Comentou Yara.

Ascom-SFI
Foto: Luau em 2011

Ponte interditada pela Defesa Civil, por medida de precaução

Jualmir Delfino e
Paulo César Oliveira
Matadouro foi bastante atingido, mas, mesmo dentro d’água, alguns moradores não deixaram as casas
As chuvas que caem nos últimos dias elevaram o nível do Rio Paraíba do Sul, em Campos, que alcançou a cota de 11 metros, deixando até a noite de ontem 243 famílias desabrigadas. A Defesa Civil Municipal interditou o trânsito na Ponte Barcelos Martins, por medida de precaução. A Defesa Civil Estadual acredita que o nível do Paraíba deve baixar nas próximas horas. Já nas regiões Norte e Noroeste Fluminense, os números impressionam: mais de 22 mil pessoas estão desabrigadas e desalojadas.
Em Campos, a Defesa Civil Municipal, a na parte da tarde, interditou a Ponte Saturnino de Brito (Lapa) no sentido Centro-Guarus, devido ao alagamento na Rua dos Goitacazes. Várias ruas ficaram alagadas devido às águas do rio que saíram pelos bueiros das galerias pluviais, como na Comunidade Tira Gosto, Matadouro, Pecuária e Jardim Carioca.
A prefeita Rosinha Garotinho adotou providências para facilitar a travessia de pedestres e ciclistas. Ela esteve na cabeceira da Ponte Barcelos Martins, no Jardim Carioca, acompanhada por autoridades da área de segurança, que aprovaram a medida.
“Estamos prevenindo com a interdição, mas a população não será prejudicada porque já determinei à Emut para providenciar a travessia dos pedestres com microônibus, sem ônus para os pedestres”, informou Rosinha.
“Para a travessia dos ciclistas estamos providenciando junto da Secretaria de Obras e da Emut a implantação de uma faixa exclusiva provisória para o tráfego de ciclistas na Ponte Rosinha. Desta forma, as pessoas que saem de suas casas para trabalhar de bicicletas não vão precisar fazer todo o contorno pela Ponte General Dutra para chegar ao Centro, ou retornar aos bairros de origem. Essa medida reduz o percurso em cerca de cinco quilômetros”, observou o coronel Alcemir Pascouto, coordenador de Segurança e Ordem Pública de Campos.
O Grupo de Ações Coordenadas (Grac) mantém desde terça-feira uma equipe da Secretaria de Obras e Urbanismo no sistema de revezamento enchendo sacos de areia para colocar sobre os bueiros por onde a água do Rio Paraíba faz o caminho inverso do escoamento das águas das chuvas, e invadem as ruas. Em vários locais, como nos bueiros da Avenida Presidente Vargas, na Pecuária.
Rosinha e Doutor Chicão visitam comunidades afetadas
Rosinha durante a madrugada fez reunião de trabalho técnico na Defesa Civil Municipal, acompanhada do deputado federal Anthony Garotinho. Participaram da reunião ainda a secretária de Família e Assistência, Izaura Freire. Durante o dia de ontem, Rosinha e o vice-prefeito, Doutor Chicão, acompanharam a retirada de famílias das comunidades ribeirinhas, feita pela Secretaria de Defesa Civil Municipal. A prefeita esteve na Comunidade Tira Gosto e Matadouro, onde inicialmente seis famílias foram removidas pela Defesa Civil para os abrigos instalados nas escolas Francisco de Assis e Visconde do Rio Branco.
“A cabeceira do Rio Muriaé está enchendo em Minas Gerais e a maré do mar também está em alta, aumentando o nível do Rio Paraíba do Sul. Mas, pro enquanto este nível tende a diminuir no decorrer do dia”, disse confiante a prefeita Rosinha, que advertiu:
“Ainda estamos encontrando resistência das pessoas que precisam ser removidas, por isso, fazemos um apelo para que possam atender a orientação da Defesa Civil, caso tenham que se ausentar de suas casas”, orienta a prefeita. Em caso de pedido de ajuda a população pode ligar para a defesa Civil Municipal através do telefone 199, cuja ligação é gratuita.
São João da Barra em alerta máximo
Em São João da Barra (SJB), o Rio Paraíba do Sul atingiu a cota de 8,61m às 17h40, dois metros acima do normal, e entrou no alerta máximo, alagando propriedades rurais. Apesar da cota de transbordo de 9m, no Centro, a Rua Barão de Barcelos foi invadida pela água do rio, através das galerias de drenagem, próximo ao prédio da Defesa Civil, prefeitura e Câmara de Vereadores.
Em Barcelos, zona rural do município, uma família com três pessoas foi removida para a casa de parentes. Agentes da Defesa Civil Municipal colocaram sacos de areia em pontos vulneráveis do dique para evitar o avanço da água para a Rodovia BR-356 (Campos/SJB).
São Fidélis – Em São Fidélis, além do distrito de Colônia isolado pelas águas dos rios Grande e Bengala, no Bairro de Ipuca famílias tiveram de abandonar suas casas alagadas pelo Rio Paraíba do Sul. No Centro, ruas ficaram alagadas ontem. De acordo com o coronel Cunha Filho, há 283 desalojados e 52 desabrigados. Às 18h o rio estava na cota de 6,25m. A cidade está sem energia elétrica e água potável desde as 19h40 de terça-feira.

Cambuci - Em Cambuci, a Defesa Civil Municipal tinha contabilizado, até as 171h de ontem, 310 desalojados e 80 desabrigados, mas o Rio Paraíba do Sul estava em baixa ontem, com cota de 5,45m.
Região Noroeste Fluminense sofre com as chuvas dos últimos dias, que castigam nove cidades
No Noroeste Fluminense, os rios Pomba, Muriaé e Carangola continuam causando transtornos e prejuízos. Santo Antônio de Pádua é o município mais afetado, 80% da cidade ficaram submersas deixando mais de 12 mil pessoas sem casa, segundo o prefeito José Renato Padilha, o que é contestado pela Defesa Civil. Laje do Muriaé, Itaperuna, Italva e Cardoso Moreira contabilizam 8.578 desalojados e desabrigados. Em Laje, duas pessoas morreram.
No final da tarde de ontem uma forte chuva voltou a elevar o nível do Carangola, e Porciúncula e Natividade aumentaram o nível de atenção, principalmente para a população ribeirinha. No início da noite, o Rio Itabapoana colocou Bom Jesus do Itabapoana em alerta. Na região 11 cidades estão em alerta devido às cheias dos rios. O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, visitou ontem cidades atingidas pelas enchentes. Seis decretaram estado de emergência: Laje, Itaperuna, Cardoso, Italva, Miracema e Pádua.
Também foi implantando ontem pelo Governo do Estado a montagem de uma base de operações da Defesa Civil estadual em Laje para ações preventivas. O Centro de Comando e Controle conta também com equipes da Defesa Civil municipal, da Cruz Vermelha, do Sistema de Meteorologia do Rio, do DRM e do Instituto Estado do Ambiente (Inea) e funcionará nos mesmos moldes da base de Nova Friburgo, na Região Serrana.
Rio Muriaé
Laje do Muriaé – A cidade foi a primeira a receber a visita de Sérgio Côrtes. Em companhia do prefeito José Eliezer, Côrtes sobrevoou o município e também percorreu de barco as áreas mais afetadas pelas águas. Segundo o coordenador regional da Defesa Civil, coronel Moacir Pires, 2.500 pessoas continua desalojadas e 100 desabrigadas. O nível do rio começou a recuar e às 18h media 7,70m. “O hospital da cidade não foi afetado pelas chuvas. Observamos nesta visita que a reposta ao transbordamento do Rio Muriaé por parte da prefeitura foi rápida para evitar danos maiores à população,” ponderou Côrtes.

Itaperuna – A Defesa Civil Municipal esperava que no início da noite o rio começasse a baixar na cidade, mas com as chuvas que caíram nas cidades mineiras e também fluminenses, o nível deve voltar a subir. Os serviços de saúde não foram paralisados, mas está suspenso no posto de saúde municipal, no Posto de Urgência (PU). O Hospital São José do Havaí suspendeu os atendimentos no primeiro andar, transferindo os internos para os andares superiores, e quem precisa chegar ao hospital, só o faz de barco. A cidade contabiliza 5.000 desalojados e 61 desabrigados. Nove bairros foram afetados pelas águas. Às 18h o nível do Muriaé era de 5,31m. “É uma das maiores enchentes dos últimos 10 anos. Além das inundações, também recebemos uma média de 50 ocorrências de deslizamentos de encostas. O trânsito só está liberado para veículos grandes, como ônibus e caminhão,” relata o agente da Defesa Cívil Josimar Coelho.

Italva – A cidade tem 320 desalojados e 70 desabrigados em oito bairros atingidos pelas águas. Os serviços de saúde continuam prejudicados e o nível do rio continua em elevação. Às 16h media 5,25m, já às 18h, chegou a 5,32m.  “Boa parte do comércio está fechada. Na verdade 80% estão fechados. Já estamos sem abastecimento de água potável e preocupados, pois a tendência é de que o nível do rio continue subindo,” relata Luiz Carlos Gaudard dos Santos, assessor da Defesa Civil do Município.

Cardoso – A defesa Civil Municipal e Estadual estão trabalhando juntas no município. A cidade foi na Região Norte a segunda parada do secretário Côrtes. Para o subsecretário do Meio ambiente e Defesa Civil de Cardoso, Edgar Alves Rocha, a expectativa é de que o rio suba mais um pouco, mas comece a baixar a partir de hoje. Mais de 50% da cidade estão debaixo d’água. “Montamos postos de atendimento de saúde nos bairros mais atingidos,” Edgar. Cardoso tem 447 desalojados e 80 desabrigados. Às 18h de ontem o nível do rio estava em 9,60 metros e havia previsão de subir ainda mais.
Rio Pomba
Pádua – “Estamos em caso de emergência. Estamos sem hospital, sem a Secretaria de Saúde e aguardando ajuda. 80% da cidade estão tomadas pelas águas. A prefeitura está comprando alimentos em cidades da região para atender a população mais carente. Temos 12 mil desalojados e 300 famílias desabrigadas,” relata o prefeito de Pádua, José Renato Padilha. Para a coordenação regional da Defesa Civil, os números apresentados pelo prefeito divergem do contabilizado pelo órgão que é de 3.500 desalojados e 350 desabrigados. O nível do rio na medição das 18h era de 5,45m, apresentando ligeira baixa. Em Aperibé e Itaocara a situação também segue grave. O nível do rio nas cidades está 5,06 e 4,70m respectivamente. Aperibé a situação é pior, são 600 desalojados e nove desabrigados. Em Itaocara, apesar da cheia não há registro desabrigados e desalojados pela Defesa Civil.


Rio Carangola
Porciúncula e Natividade que viviam a expectativa de o Rio Carangola começar a baixar foram surpreendidas no final da tarde de ontem com uma forte chuva em Porciúncula e nas cidades mineiras. Com isso, o nível do rio voltou a subir nas medições das 18h, atingindo 5,26 e 4,50m respectivamente. O número de desabrigados nas duas cidades chega a nove. Até o fechamento desta edição não havia registro de desalojados.


Rio Itabapoana
A cidade de Bom entrou em alerta no final da tarde. Segundo a Defesa Civil Municipal, o Rio Itabapoana que corta a cidade recebe água tanto de Minas quanto do Sul do Espírito Santo. Sua mediação às 17h era de 2,55m e o nível de transbordo é de 3,10m. “O rio está sob controle, mas até as 22h deve chegar muita água de Guaçui, por isso estamos em alerta,” relata Eduardo Aguiar, coordenador da Defesa Civil local.


Ribeirão Santo Antônio
A situação do Ribeirão Santo Antonio, em Miracema, está normalizada, mas ainda há motivos para preocupação, já que basta uma chuva mais forte para que a água invada novamente as ruas da cidade e haja deslizamentos de encostas. A cidade conta com 20 desalojados.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Valorização dos salários tem sido abaixo de 2% nos últimos 3 anos

Aumento do salário mínimo sancionado pela presidenta Dilma Rousseff
O trabalhador brasileiro não pode ganhar menos de R$ 622 a partir deste 1º de janeiro. Trata-se do novo salário mínimo, definido na véspera de Natal e publicado no Diário Oficial da União do dia 26. Uma revisão no cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) reduziu o valor final. A atualização da estimativa do índice, usado para corrigir o piso salarial nacional, provocou o arredondamento.
Em 21 de novembro, o Ministério do Planejamento informou ao Congresso que o valor do mínimo em 2012 seria R$ 622,73, um aumento de R$ 3,52 em relação à estimativa anterior (R$ 619,21). Na ocasião, o ministério alegou que o INPC fecharia o ano acima do previsto anteriormente.
Para baixo - Na hora de definir o salário, o governo reavaliou para baixo as estimativas de inflação, o que resultou em um valor menor que o informado inicialmente pelo Planejamento. O Planejamento informou que a projeção de R$ 622,73, que orientou o trabalho dos parlamentares na Comissão Mista de Orçamento, representava apenas uma estimativa dos impactos do salário mínimo nos gastos públicos em 2012 e não constava do texto final da Lei Orçamentária.
Com base na lei que definiu a política de correção do mínimo, aprovada pelo Congresso no início do ano, a presidenta Dilma Rousseff autorizou o reajuste, por decreto. A lei estabelece que o valor seja reajustado, até 2015, com base no INPC do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Impacto - Como o resultado do INPC em 2011 só será divulgado em meados de janeiro, qualquer diferença entre a previsão oficial e a inflação efetiva será incorporada no reajuste de 2013. O novo salário mínimo terá impacto de R$ 23,9 bilhões nos gastos públicos em 2012. A maior parte desse montante corresponde aos benefícios da Previdência Social no valor de um salário mínimo, que serão responsáveis pelo aumento de R$ 15,3 bilhões nas despesas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Caso o salário fosse o informado pelo Planejamento, o impacto seria R$ 310,8 milhões maior. Numa avaliação geral, Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na semana do Natal, mostra que ganhos salariais reais, ou seja, acima da reposição da inflação, têm ficado abaixo de 2% nos últimos anos, conforme mostra o Banco Central em um estudo com dados dos acordos coletivos no estado de São Paulo.
O levantamento aponta ainda que, em geral, os ganhos salariais este ano foram inferiores aos de 2010, porém maiores que os de 2009. De acordo com o BC, os ganhos salariais acompanharam as condições econômicas desses períodos. Em 2010, houve crescimento expressivo da atividade econômica e das contratações de mão de obra.
Efeitos da crise financeira no mercado de trabalho em 2009, com recuperação no 2º semestre
Já em 2009, consta no relatório, “o mercado de trabalho repercutia os efeitos da crise financeira e mostrou recuperação mais nítida apenas no segundo semestre”. Neste ano, “o mercado de trabalho caracterizou-se pela moderação no crescimento do emprego”. Na análise por setores, o da construção foi o único que, neste ano, registrou ganhos salariais reais maiores (3,1%) que os de 2010 (2,7%).
Em 2009, o ramo da construção civil registrou ganho real de 1,8%. Já o comércio registrou ganhos reais de 1,6% este ano, de 1,7% em 2010 e de 1,1% em 2009. A indústria ficou com 1,5%, 1,8% e 1,3%, nesses mesmos períodos, enquanto o setor de serviços registrou 1,3%, 1,6% e 1% de ganhos reais. No setor rural, os ganhos ficaram em 1% este ano, 1,9% em 2010 e 0,8% em 2009.
No total, os ganhos reais ficaram em 1,5% em 2011, 1,8% no ano passado e em 1,1% em 2009. A evolução do mercado de trabalho é um dos aspectos da economia que o BC costuma observar na hora de tomar as decisões de ajustes na taxa básica de juros, a Selic, usada como instrumento para controlar a inflação no país. Uma das preocupações do BC é que os reajustes salariais fiquem acima dos ganhos de produtividade.
Quando isso acontece, há maior pressão sobre os preços. Outro risco considerado pelo BC é que a inflação passada, usada para reajustar os salários, tenha “peso excessivo”, em detrimento da futura que está em processo de redução. Nesse contexto, para o BC, “a moderação salarial constitui elemento-chave para a obtenção de um ambiente macroeconômico com estabilidade de preços”.
Da redação, com Agência Brasil
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom – ABr

Desabrigados e desalojados em Cardoso, Italva e Itaperuna

Já são mais de 600 pessoas fora de suas casas em Cardoso e Itaperuna
Os municípios de Cardoso Moreira, Lege do Muriaé, Italva e Cardoso Moreira também estão sendo atingidos pela enchente. Em Lage do Muriaé o rio está um metro acima do normal. Em Itaperuna o prefeito Fernando Paulada, decretou estado de alerta, o Rio Muriaé transbordou 10 centímetros, as famílias que moram em áreas de risco foram informadas para sair para casa de parentes ou abrigos que o município esta preparando. A Defesa Civil municipal também está em alerta para deslizamentos de terra.

Em Italva, onde o nível de transbordo é de 4,20m o Rio Muriaé já atingiu a marca de 5,50m; invadindo os bairros de são Pedro do Paraíso, Morro Grande, Bairro industrial e Centro.

De acordo com a assessoria do Secretário de Defesa civil do Município, Pastor Gedeão Bispo de Souza, toda a prefeitura está mobilizada para atender as várias famílias que já se encontram desalojadas.

Em Cardoso Moreira, oito bairros foram atingidos pela enchente. As principais ruas de acesso ao Centro da cidade estão tomadas pela água. A Defesa Civil Municipal e o Corpo de Bombeiros fazem a retirada das famílias das áreas afetadas.

De acordo com o Secretário de Defesa Civil, Juarez Noé, o nível do rio já chegou a 8,90m, às 13h desta segunda-feira. O nível de transbordo é 8,10m. A previsão da Defesa Civil é que o rio atinja 9m40 na manhã desta quarta-feira (04/01). Há 140 pessoas desalojadas e 50 desabrigadas no município.

De acordo com o Coordenador Regional da Defesa Civil do Estado no Norte e no Noroeste, Cel. Douglas Paulich o município de Lage do Muriaé é onde a situação está mais grave, com 8,10, o Rio já está com dois metros acima do regular e já deixa dois mil desalojados e 200 desabrigados.

De acordo com o Cel. Douglas a Defesa Civil do Estado montou uma central em Itaperuna, para atender aos municípios da região.

“Já remanejamos o efetivo do Corpo de Bombeiros para atender aos municípios atingidos e montamos uma central de comando no Ciep próximo à rodoviária de Itaperuna para monitorar a situação dos municípios,” revelou o Coronel.
Confira a situação nos demais municípios:
ITALVA:

Desabrigados: 70
Desalojados: 320

ITAPERUNA:
Desabrigados: 40
Desalojados: 1.200

Os municípios de Cardoso Moreira, São Fidélis e Santo Antônio de Pádua, onde o rio Pomba está a 1,50m fora do leito, ainda estão contabilizando as famílias atingidas.

Fonte: Ururau